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Sexta-feira, 14 de Março de 2008
O Historial da Vila de Murça

 A vila de Murça é especialmente conhecida pela "Porca", uma escultura em granito que data da Idade do Ferro e que esteve, provavelmente, ligada a cultos de fertilidade. Ergue-se no jardim da praça central, com os seus impressionantes 2,8metros de medida no ventre, 1,10m de altura e 1,85m de comprimento.

 

A lenda da “Porca de Murça”

 

      A lenda da “Porca de Murça”, tal como todas as outras é fruto do imaginário popular.·          

       Esse conhecimento é geralmente perpetuado pela memória colectiva de gerações. O sentido da existência desta lenda prende-se com a explicação do significado, na Praça 31 de Janeiro ou 25 de Abril, em Murça de uma porca.

 

 

 

 

                 

  

 

“Segundo a lenda, no século VIII, esta povoação era assolada por grande quantidade de ursos e javalis. Os senhores da Vila, secundados pelo povo, fizeram tantas montarias, até que conseguiram extinguir estas feras. Entre esta multidão de quadrúpedes, havia uma porca (ursa) que se tinha tornado o terror dos povos, pela sua monstruosa corpulência, pela sua ferocidade, e por ser tão matreira, que nunca poderia ter sido morta por caçadores.
             Em 775, o Senhor de Murça, cavaleiro de grandes forças e de não menor coragem, decidiu matar a porca, e tais manhas empregou que conseguiu, libertando a terra de tão incómodo hóspede.
            Em memória desta façanha, construiu-se um monumento ao qual se deu o nome de “A Porca de Murça”, e os habitantes da terra se comprometeram, por si e seus sucessores, a darem ao senhor, em reconhecimento de tal benefício, para ele e seus herdeiros, até ao fim do mundo, três arráteis de cera anualmente, por cada fogo, mesmo junto à porca.”

 

 

 

 

 

        

A vila de Murça, outrora habitada pelos romanos e depois dominada pelos árabes, recebeu o seu foral das mãos do rei D. Sancho II, em 1224. Até hoje conseguiu conservar-se a via romana deixada pelos antigos habitantes.

Via Romana

 

 

A ponte romana, sobre o rio Tinhela, era, no tempo dos romanos, o único meio de ligação entre o nascente e o poente do concelho, por onde terão passado algumas legiões de tropas romanas, povos que dominaram a Península Ibérica após vencerem os lusitanos.

Mesmo na actualidade, há cerca de duas décadas, era por ali que as populações do Vale de Cunho, Pópulo e sobretudo do Cadaval, passavam para se deslocarem a pé à sede do Concelho, nomeadamente para irem à feira, ou aquando da apanha da azeitona.

Esta ponte, mantém ainda hoje alguns lanços de calçada romana, que em breves trechos, ainda é original.

Crê-se que essa estrada romana fazia a ligação a Chaves, Braga e outras regiões da Ibéria.

         Com alguns quilómetros de extensão ainda hoje se encontra em perfeito estado de conservação.

 

 

Outro monumento que vale a pena admirar é o magnífico pelourinho em frente dos Paços do Concelho, que era, antigamente, um convento de monjas beneditinas e que se situa perto da Igreja Matriz. A fachada da Capela da Misericórdia é igualmente digna de interesse.
 
 
 
Pelourinho
 

Levantado sobre a praça do município, este marco de pedra significava o domínio do povo sobre o território do concelho.

O actual pelourinho data do séc. XVI.

No terço inferior do fuste esta engastada uma argola, que, antigamente, dizem, servia para prender os condenados. Sendo assim o local da expiação do crime, o pelourinho.

Simples, elegante e bem conservado, o pelourinho de Murça é uma obra de arte apreciável. Por esse motivo foi considerado monumento nacional por decreto de 16 de Junho de 1910.  

 

 

 

 

 

 

Igreja Matriz

 

 

 

A sua construção remonta a 1707, sendo reconstruída e ampliada em 1734, altura em que passou a ser Igreja Matriz.

 

 

 

Capela da misericórdia

 

 

 
A Capela da Misericórdia, também chamada de N.S. da Conceição, é o monumento arquitectónico mais gracioso e interessante dos edifícios religiosos da província transmontana.
Construída em 1692, na sequência do desenvolvimento das Misericórdias, foi pertença dos Melo, primeiros condes de Murça. A sua fachada principal, de estilo barroco, é uma das mais belas e sumptuosas que se podem admirar.
O concelho situa-se numa região misto de "terra fria" e "terra quente", atravessada pelo rio Tinhela e onde a produção de azeite e de vinho é significativa.


 
 
Rio Tinhela
 

 

 

 

 

 
Azeite
 
A Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, C.R.L., fundada em 1956, está inserida numa região com elevada tradição oleícola.
Conta actualmente com 900 associados, representando todas as freguesias do Concelho de Murça, onde se produz o azeite genuíno com denominação de origem protegida.
A sua principal actividade é a extracção, armazenamento, embalagem e comercialização do azeite e seus derivados. Tem como actividade secundária a prestação de serviços técnicos aos seus associados.
Desde o início que privilegia a qualidade em detrimento da quantidade. Neste sentido, esta Cooperativa dispõe da mais avançada tecnologia o que, aliado aos cuidados que põe na extracção do azeite, lhe tem permitido a obtenção de vários prémios, quer a nível regional, quer a nível nacional.
O objectivo primordial é garantir, aos associados e consumidores, que o azeite produzido e comercializado tem elevados padrões de qualidade.
 
O Azeite Porca de Murça foi galardoado com Medalha de Ouro em concurso internacional “Los Angeles International Extra Virgin Olive Oil Competition” já há 4 anos consecutivos, incluindo 2007. Em 2004, o Azeite Porca de Murça arrecadou uma Medalha de Prata, em 2005 foi galardoado com duas Medalhas de Ouro e em 2006 recebeu uma Medalha de Prata e duas de Bronze.
 
 
 
 
Vinho
A Adega Cooperativa de Murça foi fundada em 1965 e produz vinho do Porto e do Douro.                                                                          
É no séc.XVIII que se dá importância à comercialização dos vinhos da região de Murça que, entretanto transformou a viticultura na base da sua economia.
As Caves de Murça produzem anualmente cerca de 4 milhões de litros de vinho de excelência conhecidos internacionalmente.
No essencial, o "Porca de Murça" Reserva celebra uma longa tradição de qualidade associada a uma das marcas mais conhecidas no nosso país.
 
 
 
 
 
Gastronomia
Ao falarmos dos costumes e tradições de Murça não podemos deixar de referir a arte de cozinhar, que nestas terras se reveste de particular interesse nomeadamente no que diz respeito à “doçaria”.
         As “Queijadas”, o “Toucinho do Céu” e as “cavacas”, são especialmente confeccionadas de forma artesanal que atraiam o mais distraído visitante.
         Originários da gastronomia conventual, estes doces são, de facto, uma herança das freiras beneditinas que durante séculos estiveram instaladas num mosteiro existente nesta Vila até finais do séc. XIX.
         O segredo de fabrico foi granjeado pela exímia D. Serafina Rosa Alves, empregada doméstica naquele convento, sendo ainda hoje religiosamente guardado pela sua neta D. Hermínia Alves, actual proprietária da “Casa das Queijadas”.
         Passadas dezenas de anos, estas especialidades continuam a ser fabricadas em fornos escaldantes, após ter sido ateado o fogo a alguns molhos de carquejas ou giestas.
         É a pureza e perfeição de um primoroso fabrico que continua a ser mantido!...
 
 


publicado por murca_xxi às 08:58
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2 comentários:
De ghjfghj a 24 de Novembro de 2009 às 12:08
ghjfghjfgh


De Thiago a 26 de Novembro de 2009 às 01:15
muito legal, gostei das infos, estou pesquisando um "nobre" de Vila de Murça que viveu em Minas Gerais no Século XVIII e gostei muito de conhecer um pouco a cidade de onde ele veio... abraços.


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